Da terra à xícara
Há três gerações, a Fazenda Santa Inês cultiva café nas encostas mais altas do Sul de Minas, entre 1.100 e 1.300 metros, onde as noites frias e a neblina da manhã desaceleram a maturação dos frutos e concentram o açúcar no grão. O que começou como um pequeno talhão plantado pelo avô Inácio em 1961 é hoje um mosaico de variedades conduzido pela mesma família, planta por planta.
Aqui, cada etapa é feita à mão. A colheita é seletiva — só o fruto cereja, no ponto exato — e a secagem acontece em terreiros suspensos, longe do solo, onde os lotes são revolvidos várias vezes ao dia para secarem de forma uniforme. As fermentações são lentas e controladas, lote a lote, em busca da doçura limpa que virou a assinatura da casa.
Para nós, café especial é sobre origem e rastreabilidade: você sabe quem plantou, em qual talhão e em qual safra. Cada saca que sai daqui carrega esse cuidado — do pé à xícara.